Curso Recursos Tecnológicos

Análise de Balanço: Planilha ADC 3.0

Planilha para análise de balanço, pré-programada em Excel. Totalmente atualizada para o novo padrão contábil brasileiro, aderente à estrutura prevista nas IFRS.

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Conselheiros criticam balanço da Petrobrás PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Ter, 05 de Maio de 2015 09:44

A falta de tempo para analisar os dados e discordâncias quanto ao método utilizado para realizar as baixas contábeis levaram os conselheiros da Petrobras não indicados pelos acionistas controladores a não aprovar os balanços do terceiro trimestre e do ano de 2014. Enquanto Mauro Cunha, representante dos acionistas ordinaristas, e Silvio Sinedino, representante nos trabalhadores, votaram contra a aprovação do balanço, José Monforte, representante dos preferencialistas, se absteve da votação dos resultados da companhia. A empresa divulgou ontem ao mercado os votos em separado dos três conselheiros.

[...]

O conselheiro acrescentou que houve a adoção de "uma série de premissas que, embora até justificáveis isoladamente (em alguns casos), no seu conjunto apontam numa só direção: a falta de conservadorismo na análise". Segundo ele, a empresa adota uma taxa de alavancagem bastante superior àquela utilizada pelos avaliadores independentes. Cunha diz que usou-se uma taxa de desconto inferior em quase 300 pontos-base em relação à avaliação feita pelos peritos independentes.

"O que se vê é uma escolha de parâmetros que tem como resultado diminuir os ajustes requeridos às demonstrações financeiras. Considero tais práticas equivocadas", disse Cunha no voto, que ainda questionou a baixa de R$ 6,2 bilhões feita devido à corrupção. Segundo ele, foi "inoportuno" realizar a "baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente".

"Entendo que o "impairment" bem feito teria sido o que esta companhia deveria fazer neste momento para se assegurar que seus ativos estejam adequadamente reportados", frisou Cunha.


Fonte: Valor Econômico [28/042015] via síntese da matéria em Portos e Navios.


 
Livros clássicos e jornais antigos caem na rede PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Sex, 01 de Maio de 2015 12:32

Os acervos digitais de livros vêm ganhando cada vez mais espaço na internet. No Dia da Literatura Brasileira, é possível consultar inúmeras obras em serviços como oDomínio Público do Ministério da Educação e a BN Digital da Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura.

A obra completa de Machado de Assispode ser consultada livremente no Domínio Público. Os leitores tem disponível até um vídeo da TV Escola com entrevistas dos maiores especialistas brasileiros nos livros do autor de “Dom Casmurro” e “Memórias póstumas de Brás Cubas”.

O Domínio Público também oferece obras de autores fundamentais como José de Alencar e Joaquim Nabuco, além de uma coleção de livros infantis.

Biblioteca Nacional criou em 2006 um dos mais ricos acervos digitais em língua portuguesa. Estão disponíveis livros, manuscritos, revistas e jornais. Esta parte de periódicos está na Hemeroteca Digital, que reúne uma coleção impressionante coleção de 10 milhões de documentos.

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A importância do balanço da Petrobrás PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Seg, 20 de Abril de 2015 23:14

Por Ruth Costas

Da BBC Brasil em São Paulo

Há uma grande expectativa em torno da divulgação do balanço da Petrobras de 2014, prometido para esta quarta-feira. Para economistas e analistas do setor, se tudo correr bem, esse pode ser o primeiro passo para uma solução da crise em que a empresa está mergulhada desde que a Operação Lava Jato revelou um extenso esquema de corrupção envolvendo seus funcionários.

Muitos opinam que um balanço auditado é essencial para evitar um aprofundamento dos problemas financeiros da empresa, já que, sem ele, os credores podem pedir o pagamento antecipado de dívidas da estatal.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, prometeu nesta segunda-feira, em Nova York, que a publicação dos resultados "marcará mais uma etapa na reconstrução da companhia".



As BBC entrevistou especialistas do setor para entender a importância dessa divulgação e os possíveis cenários que ela pode criar. Confira:

Por que os resultados de 2014 ainda não foram publicados?

A empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) se recusou a assinar o balanço da Petrobras do segundo semestre do ano passado, depois que a Operação Lava Jato revelou a escala do esquema de corrupção que envolvia o superfaturamento de projetos da empresa.

Um dos principais problemas é que a Petrobras ainda não conseguiu calcular como esse esquema afetou seu patrimônio.

A metodologia para fazer esse cálculo precisa atender às exigências de órgãos reguladores não só do Brasil (CVM), mas também dos Estados Unidos (SEC), onde papéis da empresa são negociados.

Em janeiro, após adiar a publicação do balanço duas vezes, a Petrobras divulgou um resultado não auditado para o terceiro trimestre e uma estimativa preliminar de que seus ativos estariam superestimados em R$ 88 bilhões.

A conta, porém, não distinguia quanto desses recursos teriam sido desviados e quanto diriam respeito a problemas na execução de projetos e mudanças no câmbio.

Para alguns analistas, o valor muito alto e a forma como a estimativa foi divulgada teriam tornado insustentável a posição da então presidente da empresa, Maria das Graças Foster, que foi substituída pelo ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine.

Por que a divulgação é importante?

Sem resultados auditados, fica difícil para a empresa captar recursos e atrair investidores.

Parte dos seus credores também pode pedir o vencimento antecipado de suas dívidas se a publicação do balanço for novamente adiada, o que, segundo analistas, poderia levar a empresa à insolvência e exigir uma operação de injeção de capital pelo governo.

Wilber Colmerauer, diretor da consultoria Emerging Markets Funding, com sede em Londres, explica que esses demonstrativos financeiros servem de base para que investidores analisem a saúde financeira e as perspectivas da empresa. Sem eles, investir na Petrobras seria dar um tiro no escuro.

"O balanço vai permitir que o mercado e a própria Petrobras estimem o desafio que a empresa tem pela frente", diz Colmerauer.

"Fazer o cálculo do estrago o mais rápido possível é essencial para que a companhia deixe esse escândalo de corrupção de lado e se concentre nos seus projetos de exploração. A Lava Jato é assunto da polícia."

Para Paulo Paiva, professor da Fundação Dom Cabral, o balanço de 2014 pode ser "um marco" para a Petrobras.

"Ele pode começar a virar a página dessa situação de falta de transparência e má gestão na empresa. Por isso, as ações da Petrobras estão subindo na expectativa de sua divulgação."



O que deve ser incluído no balanço?

Além dos resultados contábeis referentes ao terceiro trimestre do ano passado e todo o ano de 2014, uma reavaliação dos ativos da empresa que considere os desvios do esquema revelado pela Lava Jato, problemas de planejamento e execução de projetos e a nova realidade do câmbio e dos preços do petróleo. Também será divulgado se os acionistas deverão - ou não - receber dividendos.

As previsões sobre o ajuste nos ativos da empresa variam muito. Há quem fale em uma redução de até R$ 30 bilhões, dos quais mais de R$ 5 bilhões seriam relativos ao superfaturamento de obras e desvios.

Há risco da divulgação ser novamente adiada?

Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), "o risco sempre existe". "Afinal, isso já aconteceu no passado. Mas hoje não saberia dizer se esse risco é pequeno, médio ou grande", diz ele.

"Vamos supor que na última hora a PwC se recuse a assinar o balanço... Não teremos certeza sobre o que vai acontecer até quarta-feira."

Já Paiva acha que essa possibilidade é muito pequena em função de todo o trabalho que tem sido feito para se conseguir chegar a um consenso sobre as demonstrações financeiras da empresa e dos custos que isso representaria para os atores envolvidos nesse processo.

"A essa altura já teríamos algum indício de problemas", diz ele.

Quais seriam as consequências de um novo adiamento?

Como já foi dito anteriormente, alguns credores poderiam pedir o vencimento de parte das dívidas da empresa - que ultrapassam os US$ 100 bilhões - o que poderia levar a estatal a uma situação de insolvência.

Muitos analistas acreditam que, neste cenário, o governo, como principal acionista da Petrobras, teria de fazer uma injeção de capital na empresa.

"Essa seria uma péssima notícia para acionistas minoritários, que teriam sua participação diminuída", diz Colmerauer.

"E o problema, para a empresa e para o Brasil, é que confiança é algo que se leva tempo para conquistar, mas que se perde muito rapidamente. A Petrobras já foi a maior empresa brasileira e é hoje a mais endividada. Um agravamento da sua crise financeira poderia causar um estrago grande na imagem da empresa e do país frente a investidores e fundos de pensão, que estão preocupados também com o destino dos seus fornecedores."

Pires concorda que, neste caso, a possibilidade de que o governo tenha de montar uma operação de salvamento da empresa seria considerável.

"E isso não só abalaria a confiança na empresa mas poderia até contribuir para que o Brasil perca seu grau de investimento. Esse é o cenário-tragédia", acredita Pires.


Qual seria o cenário ideal para a Petrobras?

O ideal para a empresa é que a reavaliação de ativos não surpreenda os mercados e que o balanço seja endossado por todos os 9 membros do seu conselho de administração, segundo Pires.

"Se alguém achar que tem algo errado e não quiser assinar o balanço, isso não vai ser bem visto", diz o diretor do CBIE.

Para Colmerauer, "ninguém espera que o balanço traga notícias muito boas". "Mas, se houver a percepção de que a empresa está virando uma página, começando a equacionar seus problemas financeiros e de transparência, isso será positivo."

Quais os próximos passos na solução da crise na Petrobras?

Os problemas da empresa não se resolvem com a publicação do balanço. "Esse é apenas o primeiro degrau de uma longa escada que a Petrobras precisa encarar para sair da crise", diz Pires.

Entre os desafios que a estatal tem pela frente estão a adoção de medidas para reforçar sua governança e os processos judiciais abertos contra ela nos Estados Unidos. A Petrobras também terá de revisar seus planos de investimentos e já anunciou que colocará bilhões à venda em ativos para conseguir uma folga em sua situação financeira.

Paiva lembra que há grande expectativa sobre qual será a composição do novo conselho de administração da empresa. Uma assembleia geral de acionistas deverá escolher novos integrantes para o colegiado no dia 29.

"O ideal é que o novo conselho tenha total autonomia e independência. A presença de ministros, por exemplo, pode gerar potenciais conflitos de interesses e não seria bom para a gestão da empresa", opina.

Fonte: BBC, via Portal UOL, em 20/04/2015

 
A educação é o caminho PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Sex, 24 de Abril de 2015 00:15
por Augusto Bernardo Sampaio Cecílio(*)
 
 
Ultimamente tenho recebido e-mails de todo o Brasil cuja palavra mais lida é “farra”. Farra das passagens aéreas, farra com o dinheiro público, enfim, abordagens pesadas que vão desde “país de tantas festas e pouco pão”, passando por universidades e escolas que não recebem verbas necessárias para que suas salas e laboratórios sejam equipados adequadamente a fim de que os professores possam promover uma educação decente e formadora; falta de atendimento profissional humano, respeitoso e decente em determinados hospitais ou postos de saúde, e quando isso acontece o médico é considerado um verdadeiro altruísta ou político querendo se eleger ou reeleger; queixa de aposentados que trabalharam a vida toda e que agora recebem quantias limitadas, enquanto que determinados políticos necessitam de alguns poucos anos de contribuição para assegurar uma tranqüila aposentadoria; queixas que esbarram na constatação de que se o nosso povo tiver acesso a uma educação de qualidade e parar de se preocupar com as filas de atendimento médico, então passará a se importar com a forma como o dinheiro arrecadado é gasto. 
 
Todos nós, educadores, sabemos que o momento exige que como formadores de opinião, tomemos posições a favor de uma nova escola que seja voltada para a formação de cidadãos. Tal postura requer o enriquecimento do currículo escolar com temas contemporâneos possibilitadores de convivência contemporizadora das exigências do novo milênio, de modo real e satisfatório. 
 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais sinalizam para essa proposta, porque vêm de encontro a esses anseios, considerando a necessidade de construir referenciais comuns ao processo educativo, permitindo ao alunado acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários para o pleno exercício da cidadania. 
 
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Cresce demanda por auditoria antifraude PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Ter, 21 de Abril de 2015 01:25

Cresce demanda por auditoria antifraude

 

Firmas de auditoria estão sendo cada vez mais procuradas por clientes para realizar um serviço conhecido como “investigação de fraude”. A regulamentação da Lei 12.846 (lei anticorrupção) e a deflagração da Operação Lava Jato, em 2014, tem aumentado a demanda por esse tipo de contrato. 

 
Na BDO, que tem um departamento com 30 pessoas dedicado a fraudes, investigações e disputas a procura dobrou, segundo Carlos Dias, gerente da área de “digital forencsis” da firma. Para ele, o movimento tende a acelerar ainda mais daqui para a frente.
 
Antonio Gesteira, sócio-diretor de gestão de riscos da KPMG no Brasil, detecta o mesmo ritmo de aumento e concorda com a tendência de alta. A firma tem um departamento com mais de 100 pessoas dedicadas a esse assunto.
 
Na E&Y, a procura também aumentou. Fernando Palma, diretor executivo de compliance não diz quanto foi o aumento da demanda, mas o serviço aumentou com certeza: “Em fevereiro de 2014, quando comecei na firma, eram dois gerentes na área; agora são 14 e temos duas vagas abertas”. No total, há 140 pessoas na equipe.
 
Para ele, a publicação do Decreto Federal 8.420 vai dar um impulso extra na demanda. O decreto detalha a responsabilidade das empresas em fraudes. “E as multas tem sido cada vez mais altas”, diz. Entre outras coisas, o decreto estabelece que um departamento de compliance nas empresas — que cuida da integridade, auditoria e código de conduta — serve para atenuar a pena em caso de fraude.
 
Um estudo global da Association of Certified Fraud Examiners (ACFE) mostra que em 2014 o tipo de fraude que mais causou prejuízo às empresas foi a contábil, seguida por corrupção e depois, por roubos — ou “apropriação de ativos das empresas”. Este último é o tipo mais frequente.
 
Quase sempre o serviço de investigação é contratado porque donos ou sócios de uma empresa desconfiam de que algo anda errado: “Cerca de 80% deles estão certos. Mas nem sempre a fraude está ocorrendo do jeito e onde eles suspeitam”, diz Dias, da BDO.
 
O especialista lembra ainda que algumas vezes a suspeita aparece a partir de um serviço de auditoria de compliance — nesses casos, as firmas são contratadas para assegurar de que tudo na empresa está em conformidade com as regras — mas às vezes, em vez disso, descobrem o oposto. 
 
A partir dos trabalhos de investigação realizados pela BDO no Brasil entre 2012 e 2014, foram identificadas fraudes cometidas por funcionários em conluio, que possuíam o poder em suas mãos mesmo estando em cargos baixos, e funcionários que ocupapavam grandes cargos e possuíam a confiança da empresa. “Os controles e sistemas existem, mas a natureza humana se sobrepõe. Neste caso, fica mais difícil impedir”, diz Dias.
 
Palma, da E&Y, diz que estudos mostram que de 7% a 10% dos funcionários estão em uma empresa para cometer fraude — resta saber se vão conseguir ou não. “Somos contratados tanto para ‘estancar hemorragias’ — quando a fraude já ocorreu e o cliente quer ajuda para saber como foi feita e para-la; quanto para prevenção, detecção e resposta”, diz.
Dias, da BDO, explica que o método usado pela firma é composto de seis etapas: mapeamento dos processos da empresa, coleta dos computadores, preparação dos dados coletados, processamento, processo de revisão e background check (pesquisas online e mapas de relacionamento entre funcionários, clientes e fornecedores etc).
 
Dependendo do tipo de trabalho, a BDO envolve também outras metodologias e áreas especializadas como entrevistadores forenses, contabilidade forense, entre outras, diz Dias.
 
Gesteira, da KPMG, diz também que a criação de departamentos de “forencsis” — nome que o mercado de auditoria dá a esse segmento antifraude - começa a crescer dentro das próprias empresas. “Os clientes preferem tratar do assunto internamente, mas dependendo do caso é preciso recorrer às firmas terceirizadas”, diz. Para ele, a consciência de que é preciso punir e obter ressarcimento pelas fraudes sofridas está crescendo, “até para dar o exemplo e inibir novas fraudes”.
 
Quase sempre o assunto fraude é muito sensível e, além de perdas financeiras, envolve muito sigilo. “Certa vez fui de avião de São Paulo a Nova York e voltei no dia seguinte, só para entregar em mãos um arquivo com os resultados das pesquisas sobre fraude na empresa de um cliente”, disse uma fonte, que preferiu não se identificar. Inspeções realizadas de madrugada em computadores das empresas também não são incomuns.
 
Palma, da E&Y, diz que o compliance hoje precisa estar na agenda positiva dos empresários: “Ter um departamento desses será uma vantagem competitiva daqui para a frente. Muitos bancos, principalmente estrangeiros, não concedem empréstimos a empresas sem ele”, diz o especialista.
 
Fonte: Brasil Econônico, Portal Contábil SC
 
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