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Por que os auditores estão em alta no mercado PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Ter, 07 de Julho de 2015 01:52
O número de empresas no Brasil contratando auditores para investigar suspeitas de fraude e corrupção aumentou. Somente a PricewaterhouseCoopers (PwC) atendeu 100 companhias de julho de 2011 a setembro deste ano. É quase o dobro do número de casos registrados nos 15 meses anteriores a esse período. A KPMG, outra grande firma que opera na área de prevenção e investigação, registrou um crescimento de 30% na procura por seus auditores entre os meses de janeiro e setembro em relação a todo o ano passado.
 
São casos de fraudes internas para beneficiar um grupo de profissionais, de roubos de ativos ou de corrupção envolvendo funcionários e agentes públicos. Tradicionalmente, os grandes clientes desse tipo de serviço são as multinacionais, que têm de fornecer relatórios à matriz por causa de exigências legais no país de origem. Nos Estados Unidos, no mês passado, uma reportagem do jornal The Wall Street Journal mostrou que três múltis gastaram juntas um total de 456 milhões de dólares com escritórios de auditoria para investigar e fortalecer seus controles internos na esperança de conseguir penalidades mais leves, ou mesmo escapar de sentenças judiciais severas.
 
A Avon, sob alegação de que empregados pagavam propinas na China; a Weatherford, de óleo e gás, sob suspeita de violação das leis de exportação na Europa, Iraque e África; e a rede varejista Walmart, depois de ter sua subsidiária no México denunciada por prática de suborno de autoridades públicas para conseguir crescer rapidamente no país.
 
No Brasil, o desfecho dessas investigações muitas vezes é mantido em sigilo. Os envolvidos são demitidos e o caso é abafado, embora existam exemplos recentes noticiados pela imprensa (veja quadro Casos Notórios). "O trabalho que fazemos é muito factual. Levantamos evidências para alguém da empresa julgar, demitir ou afastar os envolvidos. São provas que também podem ser usadas na Justiça, se necessário", diz José Francisco Compagno, sócio e líder de investigação de fraudes da consultoria Ernst & Young Terco (EY&T).
 
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Profissões em extinção PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Seg, 06 de Julho de 2015 07:12

As profissões que devem desaparecer até 2022; a sua está na lista?

Estudo mostra quais carreiras terão reduções drásticas de seus postos de trabalho

Enquanto oportunidades no mercado de trabalho surgem com o avanço da tecnologia, outras perdem utilidade e deixam de existir ao longo do tempo.

Um exemplo desta tendência é a profissão de carteiro, um dos trabalhos mais impactados pela tecnologia e lidera o ranking dos mais ameaçados de extinção, segundo o site de carreira CareerCast

O novo estudo, feito com base em uma análise do instituto de estatística Bureau of Labor Statistics, revelou as carreiras que poderão perder grande parte de seus postos de trabalho (ou até desaparecerem por completo) até 2022.

Outra carreira com futuro nada animador é o de repórter de jornal impresso, com uma projeção de queda de 13% nas contratações nos próximos anos. Confira abaixo quais são outras profissões populares que podem desaparecer:

Posição

Profissão

Projeção de retração dos postos de trabalho*

1

Carteiro

28%

2

Agricultor

19%

3

Leitor de medidor

19%

4

Repórter de jornal

13%

5

Agente de viagem

12%

6

Lenhador

9%

7

Comissário de bordo

7%

8

Operador de furadeira

6%

9

Funcionário de gráfica

5%

10

Fiscal de impostos

4%

*Até 2022

Fonte: InfoMoney, dica Prof. Roberto Magalhães

 
Débitos e Créditos x Propinas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Sex, 03 de Julho de 2015 16:07
Na reportagem publicada na Veja desta semana um exemplo de aplicação correta do conceito contábil
As planilhas em poder do Ministério Público demonstram que os repasses eram cuidadosamente contabilizados pelo empreiteiro, como se fosse uma conta-corrente. Havia a coluna dos "créditos" que o tesoureiro recebia como propina das obras da Petrobras e a dos "débitos" com a deduções de pagamentos solicitados por Vaccari [tesoureiro do PT] ou pelo PT (...)
(Propina de 15 milhões, Veja, 1 de julho de 2015, p 45)
 
Senado prorroga o fim dos lixões para 2018 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Sex, 03 de Julho de 2015 12:00
Em retrocesso para o meio ambiente, Senado dá mais prazo para fim dos lixões

Uma péssima notícia passou quase batida na última quarta-feira (1º): o Senado aumentou de forma escalonada prazos para cidades brasileiras desativarem seus lixões e passarem a destinar seus resíduos a aterros sanitários. Já estava lento esse processo de erradicação. Agora, pode ficar ainda pior. O texto segue para a Câmara.

 

O fim dos lixões, previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos, para agosto de 2014, era um fator de pressão para que os municípios fizessem a sua lição de casa: construção de planos de gestão de resíduos, organização e implantação da coleta seletiva, do tratamento do lixo orgânico, absorção e capacitação de catadores e da mão de obra egressa dos lixões à coleta e por fim a destinação correta dos rejeitos aos aterros sanitários.


Leia a íntregra da matéria no portal Folha


 

Crédito da imagem: aqui


 
Dois de julho: Independência do Brasil (na Bahia) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Alcantara   
Qui, 02 de Julho de 2015 08:03

Nasce o sol a dois de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol, até o sol é brasileiro...

Nunca mais, nunca mais o despotismo Regerá, regerá nossas ações (1)


Poucas pessoas fora da Bahia conhecem a força do 2 de julho. É uma falha enorme de informação histórica, pois trata-se do processo de independência do Brasil, e não da independência da Bahia, como até hoje muita gente fala. Uma coisa é dar o grito do Ipiranga, outra coisa é garantir pleno domínio sobre o território nacional.

Entre as duas pontas, uma guerra. A guerra da Bahia, onde brilhou o heroísmo popular, além de lideranças como Labatut, Lima e Silva, João das Botas, Maria Quitéria, entre tantos outros. Em carta a José Bonifácio, Labatut registra: "Nenhum filho de dono de engenho se alistou para lutar". A consciência da possibilidade de uma nação surgiu de baixo.

Foram meses de luta, batalhas em diversos pontos do Recôncavo Baiano, sendo a mais famosa a de Pirajá, onde segundo consta, o corneteiro Lopes decidiu a vitória tocando 'avançar' quando havia sido instruído para fazer o contrário. Vitória brasileira.

Que espécie de sol é esse - 'brilha mais que no primeiro'? Que espécie de chamado convoca e reúne cerca de 500.000 pessoas em Salvador a cada 2 de julho, há 184 anos, em torno de um cortejo, que na verdade é espelho vivo de nós mesmos, uma construção existencial baiana, encontro e pororoca de atitudes culturais as mais distintas?

Na verdade, basta olhar o carro do caboclo para exemplificar o que é mesmo diversidade: tem lança de madeira apontada para um dragão, cocar, muitas penas, armadura de ferro em estilo medieval, baionetas, anjinhos barrocos, placas com nomes de heróis, colares diversos, alforjes, bandeiras, folhas e mais folhas, entre outras tantas coisas.

Não é uma festa para se ver pela televisão ou para entender através da mídia. Não adianta focalizar em momentos, mesmo que solenes e oficiais, reunindo poderes constituídos e povo. É uma festa para participar. Só sabe do que se trata quem vai lá, quem sente a emoção fluindo, quem vê o interesse do povo em festejar e manter a tradição, desde a alvorada no largo da Lapinha até o Campo Grande.

No meio de tudo isso a figura inesquecível de Maria Quitéria, uma mulher que se fez soldado, e que foi oficialmente aceita por D. Pedro I como membro do Exército Nacional, com direito a ostentar sua insígnia pelo resto da vida. Lutou bravamente, desafiou a todos, inclusive ao pai, que a queria longe da luta.

Segundo a historiadora inglesa Maria Graham, que deixou registrado um perfil da heroína, a moça era bastante feminina, ninguém duvidava de sua virtude mesmo depois de meses de acampamento com os homens. Gostava de comer ovo ao meio dia e peixe com farinha no jantar. Fumava um cigarro de palha após as refeições. Entendia as coisas com rapidez e naturalidade. Depois da guerra voltou para sua terra, casou-se e teve uma filha. Entrou em Salvador acompanhando o General Lima e Silva e foi agraciada com uma coroa de flores no Convento da Soledade.

É mesmo impressionante verificar que o espírito de 1823, da entrada triunfante de nossos combatentes e da visão libertadora compartilhada por Recôncavo e Cidade da Bahia, tenha sido preservado durante todo esse tempo, e que ainda continuará dessa forma por muitos e muitos anos. Qual o segredo da longevidade?

Não existe segredo. Enquanto a população sentir que o 2 de julho lhe pertence, haverá 2 de julho. E portanto, para falar disso que emana da festa, devemos esquecer os chavões do civismo, aquela noção de bandeirantes fardados e perfilados, pois o território do nosso civismo é outro - é mais caboclo. E não é território de exclusão, celebra caboclo e cabocla. Portanto, entre folhas, armadura, dragão e celebração o que emerge é o próprio território cultural da Bahia. Território matriz que não está interessado em meros separatismos, e sim na invenção de uma nova idéia de coletivo.

Na verdade esse civismo de pertencimento, que não depende de efígies gregas, máximas latinas ou princípios positivistas (mas que também não os rejeita), se realimenta a cada ano com a própria participação dos atores e autores populares, os quais garantem permanência à celebração, simplesmente por se sentirem parte dela.

Muito antes do atual discurso sobre inclusão, lá estava o símbolo pronto de um País, o qual só lentamente vai se aproximando da densidade da construção simbólica de origem. Coisas que eram apenas vetores em 1822-23 foram aos poucos virando realidade - abolição, república, protagonismo feminino...

Na verdade, na verdade, o mais bonito é pensar que o 2 de Julho é o nosso destino, e que certamente um dia estaremos plenamente à altura da força e dignidade que evoca e constitui.


Por: Paulo Costa Lima, compositor, professor da Escola de Música da UFBA. http://www.paulolima.ufba.br 


FonteAqui

(1) Hino ao Dois de Julho - letra completa aqui


 

VEJA MAIS DETALHES SOBRE A

HISTÓRIA DO DOIS DE JULHO: Aqui e Aqui


 


 
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